Os Mendigos São um
Sinal
por
David Wilkerson
Permitam-me contar-lhes o que acredito ter Deus me mostrado
acerca de seus juízos sobre as nações que se denominam cristãs —
juízos que já começaram. Recentemente, enquanto me aprofundava em oração,
repetidas vezes soaram-me ao espírito estas palavras: "Os mendigos são um
sinal! Os mendigos são um sinal!"
Pensei nos milhares de pessoas que não têm lar, muitas delas
pedintes que perambulam pelas ruas. Se a gente pára o carro num cruzamento das
grandes cidades, os mendigos formam um enxame ao redor, bloqueando a rua com
tabuletas, limpando o pára-brisas com trapos imundos e pedindo um dinheirinho.
Muitos se estão tornando cada vez mais beligerantes, ameaçadores e violentos.
Milhares desses pedintes são apenas crianças — adolescentes
que dormem em carros ou caminhões abandonados, e em prédios dilapidados,
infestados de ratos. Estão perdidos num mundo enlouquecido pelas drogas, desde
a "cola de sapateiro" até ao "crack". Muitos vendem o corpo
por uma "picada", oferecendo favores sexuais por quantias
insignificantes!
Quando olhamos em seus olhos e rostos encovados, temos um
retrato do inferno. Alguns anseiam pela morte, a fim de escaparem da prisão das
drogas. Outros já estão moribundos, consumidos pela AIDS, clamídia,
tuberculose, pneumonia e todos os tipos de câncer.
Não foi só a pobreza que os levou às ruas — mas também a
obra de um espírito demoníaco! O exemplo perfeito disto é Billie Boggs, uma
mulher sem lar, de Manhattan. Ela tem figurado em manchetes internacionais por
coletar recursos do programa de bem-estar e recusar qualquer tipo de abrigo.
Mesmo quando lhe dão dinheiro, ela prefere as ruas. Neste momento está sentada
numa grade do metrô no Upper East Side amaldiçoando os transeuntes — insana e
ainda mendigando.
As cidades e seus governos estão aturdidos. "Que é que
está acontecendo?" perguntam. "Por que este repentino aparecimento de
um exército de mendigos desamparados em tantos lugares?"
Durante o juízo trazido sobre Israel, Isaías clamou:
"Os teus filhos já desmaiaram, jazem nas entradas (cruzamentos) de todos
os caminhos, como o antílope na rede. Cheios estão do furor do Senhor e da
repreensão do teu Deus" (Isaías 51:20).
Esta é uma repreensão divina — uma testemunha da fúria total
de Deus. Os jovens estão-se deitando nas ruas como um sinal visível de que não
podem ser ignorados! Durante o período mais próspero da história
norte-americana — um período de nossa mais baixa taxa de desemprego — surgiu um
exército de mendigos sem lar. Quão verdadeiro é que "A justiça exalta as
nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos" (Provérbios 14:34).
Antes que eu prossiga provando que esses pedintes são um
sinal de juízo, permitam-me mostrar-lhes, pelas Escrituras, quão desejoso está
Deus de que seus avisos cheguem até nós.
Sinais
do Antigo Testamento
O Antigo Testamento está cheio de sermões vividamente
ilustrados pelos profetas. Por exemplo, Deus disse a Isaías que avisasse o
Egito e a Etiópia de que a Assíria em breve os atacaria e os levaria cativos.
Para ilustrar este fato, Isaías devia andar descalço por três anos, vestido
apenas com a túnica de baixo. "Então disse o Senhor: Assim como o meu
servo Isaías andou três anos nu e descalço, por sinal e prodígio sobre o Egito
e sobre a Etiópia" (Isaías 20:3).
Noutra ocasião, Deus predisse de maneira clara o que faria à
desobediente Judá: "Farei em ti o que nunca fiz, e o que jamais farei, por
causa de todas as tuas abominações" (Ezequiel 5:9). Jerusalém seria cercada
e sitiada: Um terço da população morreria de peste ou de fome; um terço cairia
ao fio da espada; um terço seria espalhado por todos os ventos.
Mas Deus deu-lhes um sinal, um aviso exemplificado. Ele
disse a Ezequiel que se deitasse diante do povo da cidade por 39G dias sobre
seu lado esquerdo e por 40 dias sobre seu lado direito. Ele devia também pegar
um tijolo e gravar nele um retrato de Jerusalém. "Põe contra ela um cerco,
e edifica contra ela uma fortificação, e levanta contra ela uma tranqueira e
põe contra ela arraiais, e põe-lhe aríetes em redor. Toma também uma sertã de
ferro, e põe-na por muro de ferro entre ti e a cidade, e dirige para ela o teu
rosto.. .Isto servirá de sinal à casa de Israel" (Ezequiel 4:2-3).
As multidões se perguntavam se o profeta havia ficado louco!
Lá estava ele, brincando de guerra! Soldados de brinquedo, instrumentos de
batalha de brinquedo — todos tendo em mira a cidade. Que tipo de sinal era
este?
Depois Ezequiel raspou o cabelo e o repartiu em três partes:
Um terço ele queimou; um terço ele feriu com uma espada, e um terço ele atirou
ao vento.
Deus estava dizendo: "Vocês não querem dar ouvidos às
minhas profecias e às minhas advertências. Então olhem para esta ilustração,
tão simples que uma criança pode entender. Aquelas armas de brinquedo
representam um exército verdadeiro. Os cabelos divididos e destruídos falam do
que vai acontecer às massas. A placa de ferro representa seus corações duros —
os quais, como o ferro são inflexíveis e se colocam entre as advertências de
meu profeta a vocês." Deus proveu um sinal para Jerusalém!
Ainda noutra ocasião, o Senhor exemplificou de novo o juízo
que vinha contra o povo. Quase com resignação, ele disse: "Bem pode ser
que reparem nisso, ainda que eles sejam casa rebelde" (Ezequiel 12:3).
Desta vez o Senhor instruiu a Ezequiel para ajuntar todos os seus pertences e
na rua preparar-se para mudar — tornando-se um exilado. Ao entardecer, ele
colocou a bagagem sobre os ombros e se dirigiu ao muro. Ele deveria abrir
"à vista deles, um buraco na parede" (Ezequiel 12:5).
Quando os espectadores perguntaram o que significavam as
ações estranhas do profeta, Ezequiel respondeu: "Eu sou o vosso sinal.
Assim como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão cativos para o exílio"
(Ezequiel 12:11). Vemos, pois, que Deus enviou ao seu povo sinais de juízo,
quando Ezequiel representava as coisas que viriam em breve.
Jesus disse: "Uma geração má e adúltera pede um sinal,
porém não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas" (Mateus
12:39). Isto foi dito aos escribas e fariseus que desejavam um sinal de Cristo
que provasse sua divindade. Nenhum sinal, contudo, seria dado para validar sua
divindade. O sinal dado a todos os homens foi a ressurreição; não há
necessidade de nenhum outro sinal para provar sua divindade.
Não obstante, Jesus convocou o povo para discernir os sinais
dos tempos. "Sabeis interpretar a face do céu, e não conheceis os sinais
dos tempos?" (Mateus 16:3). Jesus também avisou: "Haverá grandes
terremotos, fome e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes
sinais do céu... Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra as
nações ficarão angustiadas e perplexas" (Lucas 21:11, 25). "Farei
aparecer prodígios em cima no céu, e sinais em baixo na terra" (Atos
2:19).
O
crescente exército de mendigos é um dos sermões ilustrados do Senhor.
Os pedintes são um grande e óbvio sinal do juízo vindouro.
Mesmo que os governos os tirasse das ruas — encerrando-os em instituições —
ainda assim outro exército maior surgiria dentro de poucos dias! E agora
estamos vendo até mesmo bebês mendigos; crianças viciadas, vão chegando aos
milhares! Ninguém ainda calculou adequadamente até que ponto se difundiu o uso
do "crack". O governo norte-americano parece cego à realidade e ignorante
de seus perigos. Há poucos anos não se ouvia falar da droga. Hoje ela está
dominando milhões — dos cinco anos de idade para cima. Até mesmo gente
importante agora anda pelas ruas como mendigos, destruídos pelo
"crack" em poucos meses apenas.
Nesta guerra não há necessidade de balas, tanques, armas de
fogo, aviões ou bombas. Bastam vidrinhos — milhões deles — cheios de
fragmentos de "crack": um sinal amedrontador do juízo de Deus!
Deixe-me mostrar o que acontece quando uma nação se recusa
a discernir os sinais dos tempos:
No livro de Lamentações, todas as catástrofes que Jeremias
profetizou já ocorreram. Jerusalém foi sitiada pelos saqueadores caldeus,
resultando em fome e miséria e, por fim, a destruição de Jerusalém e do templo.
Tudo aconteceu exatamente como os profetas haviam avisado, e o povo foi levado
para o exílio.
Jeremias registra toda esta horrorosa miséria — mas não se
regozija de forma maldosa, dizendo: "Eu não lhes disse?" Não! Ele
chora, lamenta, e clama a Deus para que tenha misericórdia do povo. Não
obstante, Jeremias tem o dever de ser brusco: "O Senhor fez o que
intentou, cumpriu a sua palavra, que decretou desde os dias da antigüidade.
Derrubou, e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa"
(Lamentações 2:17). Nem uma palavra das profecias de Deus falhou. E não há
de falhar no que concerne à sua advertência aos povos ocidentais.
Como se percebe, Jeremias dizia que as maldições que Deus
decretara destinavam-se apenas ao povo que Moisés havia anteriormente prevenido
em Deuteronômio: "O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará mais e
mais, e tu cada vez mais descerás.. .Ele será por cabeça, e tu serás por
cauda" (Deuteronômio 28:43,44). No cumprimento dessa mesma profecia,
Jeremias disse: "Os seus adversários a dominaram; os seus inimigos
prosperam. O Senhor a entristeceu, por causa da multidão dos seus pecados. Os
seus filhos foram para o exílio, cativos na frente do adversário"
(Lamentações 1:5).
Você não tem de ser místico ou vidente para saber o que Deus
está prestes a trazer sobre as nações ímpias — tudo está no capítulo 28 de
Deuteronômio. As maldições que Moisés profetizou derrubaram Israel, e também
derrubarão estas nações!
Um dos
primeiros sinais do juízo: os jovens lançados nas ruas
Quando o juízo vem sobre um povo, os jovens ficam esmagados
(veja Lamentações 1:15). "As minhas virgens e os meus jovens foram levados
para o exílio" (Lamentações 1:18): "Fora me desfilha a espada; dentro
de mim há somente a morte" (Lamentações 1:20). E outra vez: "Meus
filhos estão desolados, porque o inimigo prevaleceu" (Lamentações 1:16).
Nos países chamados cristãos o inimigo tem prevalecido sobre
nossos filhos mediante a peste das drogas. Como pode alguém dizer que toda essa
gente que se deita nas ruas, tanto jovens como velhos, não têm significado
profético para nós? Quão errados os que assim crêem! "Jazem em terra pelas
ruas o moço e o velho" (Lamentações 2:21). O profeta está clamando:
"Vejam o que está acontecendo aos nossos filhinhos!" Ele diz:
"Levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhos, que desfalecem de
fome à entrada de todas as ruas" (Lamentações 2:19).
Jeremias vinculou esses juízos ocorridos no passado às
pavorosas mudanças que vieram sobre a nação. Terrível decadência
estabelecera-se e um desabamento moral ocorrera. O povo caíra de uma sociedade
moral, reta, a incríveis profundezas de degradação. "Como se escureceu o
ouro, como se mudou o ouro fino e bom! As pedras do santuário estão espalhadas
pelas esquinas de todas as ruas!" (Lamentações 4:1).
Aqui o profeta fala das mudanças ocorridas entre o povo, e
da sociedade como instituição — bem como da decadência do santuário. Os filhos
preciosos do povo, outrora moralmente puros como o ouro, agora jazem nos
cruzamentos das ruas como cerâmica
quebrada.
"Os que comiam iguarias delicadas desfalecem nas ruas.
Os que se criaram entre escarlata abraçam os monturos" (Jeremias 4:5). O
profeta chora por causa desses moços e moças perdidos nas ruas, andando como
esqueletos com faces encovadas, definhando. "Mas agora escureceu-se o seu
parecer mais do que a fuligem (imundícia); não são reconhecidos nas ruas. A sua
pele se lhes pegou aos ossos; secou-se como um pau... vagueiam como cegos pelas
ruas. Estão tão contaminados de sangue que ninguém ousa tocar nas suas
roupas" (Lamentações 4:8,14). "Os nossos olhos desfaleceram,
esperando em vão por socorro; das nossas torres olhamos para uma nação que não
podia salvar. Espreitaram os nossos passos, de maneira que não podíamos andar
pelas nossas ruas. Estava chegado o nosso fim" (Lamentações 4:17-18).
À medida que se aproximava o fim da nação, o juízo se
acelerava. A sociedade chegou a um ponto onde ninguém tinha soluções, e as
mudanças aumentavam de forma rápida. As ruas se encheram de pobres
esqueléticos, famintos — outrora juventude de boa moral e abastada — mas agora
remexiam o lixo, procurando alimento. Esses mendigos desolados perseguiam o
restante da sociedade, tornando as ruas inseguras demais para a gente andar. Não
é esse o retrato de vários países hoje? Olhe de novo para os jovens
mendigos. Que é que você vê? Vejo um sinal de Deus, advertindo-nos, pleiteando
conosco para que anotemos: Esta imagem do mendigo é a nação perdida,
enlouquecida pelas drogas, que está ficando insana, rejeitada pelas nações
ricas que se elevaram a melhor posição que nós por drenarem nossa riqueza. Deus
está dizendo: "Olhem para os mendigos! Olhem para seus rostos! Esse é o
futuro do Ocidente se não houver arrependimento."
O jornal New York Daily News publicou
um desenho que retratava crianças de frente para a bandeira norte-americana,
usando capacetes, escudos, e armadura completa. Elas prometiam: "Uma
nação, sob cerco, sem defesa, com liberdade e drogas para todos. .."
Como foi que isto aconteceu a esta nação outrora justa? Quem
é o culpado por essa queda?
E que dizer de tantas nações que temos conhecimento, onde
menores abandonados rondam em bandos, viciados em "cola de sapateiro"
ou outras drogas baratas. Crianças que na escola aprendem sobre "nova
era" (o evangelho do Anticristo), que são abusadas por grupos que fazem
culto a Satanás. Como puderam estas nações chegar a tal degradação?
Jeremias culpou os profetas e
os pregadores pela queda de Israel.
"Mas isto aconteceu por causa dos pecados dos profetas,
e das maldades dos seus sacerdotes, que derramaram o sangue dos justos no meio
dela" (Lamentações 4:13). Antes, Jeremias havia dito: "Os profetas
profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles, e o meu
povo assim o deseja. Mas o que farei quando chegar o fim?" (Jeremias
5:31).
Os pregadores vêm dizendo à igreja que "tudo está
bem" porque eles estão "entregues à cobiça" (Provérbios 1:19).
Pecaram por não pregarem a verdade, por não advertirem o povo — por colocarem
os cristãos dormindo à beira do juízo!
Um jovem partiu-me o coração quando orou em nossa reunião de
oração de sexta-feira: "Querido Senhor, eu o mencionei, eu o reivindiquei,
eu o emoldurei — mas quando a tempestade atacou minha vida, eu não estava
preparado. Confissão positiva não funcionou, e eu fui deixado como náufrago.
Meu pastor me havia mentido. Eu havia sido enganado!
"Ó Deus, todos os meus amigos ainda estão naquela
igreja, enganados e sem o saber. Eles a amam! Mas quando chegarem as
tempestades, eles não têm raízes, não têm alicerce. Eles cairão."
Os ministros de "paz e prosperidade" também
zombaram de Jeremias. De duas maneiras eles minaram sua mensagem e suas
profecias, dizendo, com efeito: "Há anos que ouvimos isto e nada
aconteceu. Pelo contrário, estamos prosperando! As coisas ficaram melhores, não
piores!" E, "Sim, pode acontecer — é provável que aconteça — mas isso
está longe, algum dia no futuro."
Ezequiel responde a estas desculpas: "Veio ainda a mim
a palavra do Senhor: Filho do homem, que provérbio é este que vós tendes na terra
de Israel: Passam-se os dias, e perece toda a visão? Portanto, dize-lhes: Assim
diz o Senhor Deus: Farei cessar este provérbio, e não se servirão mais dele em
Israel. Dize-lhes: Estão próximos os dias em que toda visão será cumprida. Pois
não haverá mais visão falsa, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de
Israel. Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Não será retardada nenhuma
das minhas palavras; a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor Deus"
(Ezequiel 12:21-24, 28).
Em outras palavras — o juízo de Deus está às portas!
As nações "cristãs"
experimentarão um juízo muito pior do que o de Sodoma!
"Maior é a maldade da filha do meu povo do que o pecado
de Sodoma, que foi subvertida num momento, sem que mão nenhuma lhe
ajudasse" (Lamentações 4:6).
Farei uma declaração que pode irar alguns dos leitores — mas
é verdadeira, baseada no que Deus diz aqui: CREIO QUE SE DEVEMOS SER JULGADOS,
ENTÃO A COISA MAIS MISERICORDIOSA QUE DEUS PODERIA FAZER A ESTES PAÍSES É
PERMITIR QUE SEJAM DESPEJADAS BOMBAS SOBRE ELES _ QUE NOS ELIMINE COMO ELE FEZ
COM SODOMA, NUM INSTANTE!
«Os mortos à espada são mais ditosos do que os mortos à
fome; estes se esgotam como trespassados, por falta dos frutos dos campos. As
mãos das mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos, que lhe serviram de
alimento na destruição da filha do meu povo" (Lamentações 4:9-10).
Muitas vezes falamos sobre Deus nos julgando como fez com
Sodoma. Amados, esse juízo foi misericordioso em comparação com o que aconteceu
a Jerusalém! Sodoma não teve fome, não teve mães comendo seus filhinhos, não
teve mendigos esqueléticos comendo lixo — não teve geração de jovens morrendo
lentamente, torturados pelo pecado, devastados pela doença. Jerusalém foi
humilhada, passou fome, foi queimada, enfraquecida, atormentada, amarrada e
aprisionada.
O próprio Deus destruiu a Sodoma num instante, ao passo que
Jerusalém foi entregue às mãos de homens ímpios. E o juízo das nações com um
falso cristianismo está nas mãos de Satanás: "Ai dos que habitam na terra
e no mar, porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que pouco
tempo lhe resta" (Apocalipse 12:12).
A AIDS é ainda outro sinal para estes grandes centros — uma
morte lenta, agonizante, que fala de nossa perda de imunidade, ou
susceptibilidade a toda sorte de imundície. É apenas boato ou fato evidente que
dentro de poucos anos os números que se multiplicam de pacientes de AIDS
levarão à bancarrota o sistema hospitalar?
Será apenas boato que as cadeias agora operam com capacidade
de 200%, e que em breve não teremos mais espaço nos presídios? É apenas rumor
que milhares de crianças estão sendo molestadas? Que homens selvagens,
animalescos, estupram criancinhas, e oferecem-nas em sacrifício?
Irão desaparecer o "crack" e as outras drogas
baratas? Que dizer de uma criança de três anos de idade, no Brooklyn, que foi
apanhada e usada como escudo durante uma recente guerra de drogas com tiroteio?
— e foi morta com um tiro? Que dizer desses traficantes de drogas, de seis a
dez anos de idade — incluindo um menino de uma escola de Nova York apanhado com
400 vidrinhos de "crack" em sacos de papel, todos destinados à venda?
Como explicar guerras entre quadrilhas de favelas lideradas por traficantes?
Podem esses fatos ser chamados apenas de pesadelo passageiro?
Será que a turbulência causada por homicídios, estupros, roubos, pornografia,
ganância, violência e perversão constituem apenas outro estágio da cultura
ocidental pelo qual estamos passando?
Nunca! Estamos agora presenciando a derrubada total de
nossos portões e muros — uma eclosão do juízo divino sobre nações que têm
entristecido a Deus.
E o que dizer da igreja? Que dizer do remanescente santo,
penitente? Que acontecerá ao povo de Deus quando o juízo vier em fúria total?
Como sobreviverão os eleitos?
Tenho buscado a Deus quanto a este assunto. Tenho-lhe
perguntado: "Senhor, terei o que é necessário para suportar o sofrimento e
a tribulação, com o medo pressionando de todos os lados? Sinto-me tão fraco.
Não quero falhar como tantos o têm feito!"
Sua resposta a mim foi: "David, você não vai ter
o que é necessário — não agora! Mas quando a tribulação romper em fúria, você
terá toda a graça e força de que necessita para atravessar a situação de
maneira vitoriosa. Quando você precisar delas, eu suprirei!"
Se na prosperidade você se humilha, arrepende-se e se volta
para o Senhor com todo o coração — então nas horas de dificuldade você receberá
porção dobrada da força de Deus. O Cristo que o chamou na prosperidade o
ocultará nos tempos do juízo.
No juízo, o povo de Deus se
regozijará na sua presença!
Enquanto julga os maus, o próprio Senhor se torna nosso
refúgio. "Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei" (Salmo
50:15). "Ele mesmo julgará o mundo com retidão; governará os povos com
justiça. O Senhor é um alto refúgio para o oprimido, uma fortaleza em tempos de
angústia. Em ti confiarão os que conhecem o teu nome, pois tu, ó Senhor, nunca
desamparaste os que te buscam" (Salmo 9:8-10).
Assim, que acontecerá se tivermos de ir para a cadeia? Um
amado chinês, Pastor Gu, passou mais de vinte anos numa prisão comunista sem
ter um livro ou a Bíblia — mas Jesus lhe aparecia todos os dias e lhe ensinava
a Palavra! A cadeia foi o lugar onde o apóstolo Paulo escreveu suas epístolas!
Que há de acontecer se perdermos nossos empregos, nosso
dinheiro, nossas casas ou apartamentos? Então todos continuaremos no bem-estar
do Espírito Santo e Jesus será nosso assistente social! Jesus disse: "Por
isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de
comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a
vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as
aves do céu; não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, e contudo, o
vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que
elas?" (Mateus 6:25-26).
Viveremos como Israel viveu no deserto, de milagres e de
maná. Deitaremos em paz, e nosso sono será suave. Seremos evangelistas como
foram os doze e a igreja primitiva. Repartiremos o que possuímos com outros — e
isso será glorioso!
Durante 40 anos nosso Deus manteve centenas de milhares do
seu povo no deserto. No período que durou esse espaço de tempo eles não tinham
empregos, nem rendas, nem lojas, nem alamedas, nem carros, nem casas ou
apartamentos, nem contas bancárias, nem roupas novas, nem ações, nem
ar-condicionado, nem aquecedores, nem geladeiras ou freezers, nem fogões, nem
eletricidade, nem refúgios nas montanhas, nem médicos, nem hospitais, nem
remédios.
Eles viviam cercados por serpentes, animais selvagens e
inimigos ferozes, continuamente sujeitos a calor e frio extremos, e carência de
água — e tudo o que tinham para abrigo eram frágeis tendas!
Não obstante, Deus os carregou em seus braços como
bebezinhos. Moisés disse: "O Senhor teu Deus te abençoou em toda a obra
das tuas mãos. Ele sabe que andas por este grande deserto. Estes quarenta anos
o Senhor teu Deus esteve contigo, e coisa nenhuma te faltou" (Deuteronômio
2:7). E quanto a nossos filhos, ele prometeu: "Mas os vossos filhos, dos
quais dizeis que seriam levados como presa, eu os introduzirei nela, e eles
conhecerão a terra que desprezastes" (Números 14:31).
Ele é o mesmo hoje como foi
então - um Deus fiel!
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