quinta-feira, 18 de julho de 2013

Os Mendigos São um Sinal

Os Mendigos São um Sinal
por
David Wilkerson 

         Permitam-me contar-lhes o que acredito ter Deus me mostrado acerca de seus juízos sobre as nações que se denominam cristãs — juízos que já começaram. Recentemente, enquanto me aprofundava em oração, repetidas vezes soaram-me ao espírito estas palavras: "Os mendigos são um sinal! Os mendigos são um sinal!"
         Pensei nos milhares de pessoas que não têm lar, muitas delas pedintes que perambulam pelas ruas. Se a gente pára o carro num cruzamento das grandes cidades, os mendigos formam um enxame ao redor, bloqueando a rua com tabuletas, limpando o pára-brisas com trapos imundos e pedindo um dinheirinho. Muitos se estão tornando cada vez mais beligerantes, ameaçadores e violentos.
         Milhares desses pedintes são apenas crianças — adolescentes que dormem em carros ou caminhões abandonados, e em prédios dilapidados, infestados de ratos. Estão perdidos num mundo enlouquecido pelas drogas, desde a "cola de sapateiro" até ao "crack". Muitos vendem o corpo por uma "picada", oferecendo favores sexuais por quantias insignificantes!
         Quando olhamos em seus olhos e rostos encovados, temos um retrato do inferno. Alguns anseiam pela morte, a fim de escaparem da prisão das drogas. Outros já estão moribundos, consumidos pela AIDS, clamídia, tuberculose, pneumonia e todos os tipos de câncer.
         Não foi só a pobreza que os levou às ruas — mas também a obra de um espírito demoníaco! O exemplo perfeito disto é Billie Boggs, uma mulher sem lar, de Manhattan. Ela tem figurado em manchetes internacionais por coletar recursos do programa de bem-estar e recusar qualquer tipo de abrigo. Mesmo quando lhe dão dinheiro, ela prefere as ruas. Neste momento está sentada numa grade do metrô no Upper East Side amaldiçoando os transeuntes — insana e ainda mendigando.
         As cidades e seus governos estão aturdidos. "Que é que está acontecendo?" perguntam. "Por que este repentino aparecimento de um exército de mendigos desamparados em tantos lugares?"
         Durante o juízo trazido sobre Israel, Isaías clamou: "Os teus filhos já desmaiaram, jazem nas entradas (cruzamentos) de todos os caminhos, como o antílope na rede. Cheios estão do furor do Senhor e da repreensão do teu Deus" (Isaías 51:20).
         Esta é uma repreensão divina — uma testemunha da fúria total de Deus. Os jovens estão-se deitando nas ruas como um sinal visível de que não podem ser ignorados! Durante o período mais próspero da história norte-americana — um período de nossa mais baixa taxa de desemprego — surgiu um exército de mendigos sem lar. Quão verdadeiro é que "A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos" (Provérbios 14:34).
         Antes que eu prossiga provando que esses pedintes são um sinal de juízo, permitam-me mostrar-lhes, pelas Escrituras, quão desejoso está Deus de que seus avisos cheguem até nós.


Sinais do Antigo Testamento
         O Antigo Testamento está cheio de sermões vividamente ilustrados pelos profetas. Por exemplo, Deus disse a Isaías que avisasse o Egito e a Etiópia de que a Assíria em breve os atacaria e os levaria cativos. Para ilustrar este fato, Isaías devia andar descalço por três anos, vestido apenas com a túnica de baixo. "Então disse o Senhor: Assim como o meu servo Isaías andou três anos nu e descalço, por sinal e prodígio sobre o Egito e sobre a Etiópia" (Isaías 20:3).
         Noutra ocasião, Deus predisse de maneira clara o que faria à desobediente Judá: "Farei em ti o que nunca fiz, e o que jamais farei, por causa de todas as tuas abominações" (Ezequiel 5:9). Jerusalém seria cercada e sitiada: Um terço da população morreria de peste ou de fome; um terço cairia ao fio da espada; um terço seria espalhado por todos os ventos.
         Mas Deus deu-lhes um sinal, um aviso exemplificado. Ele disse a Ezequiel que se deitasse diante do povo da cidade por 39G dias sobre seu lado esquerdo e por 40 dias sobre seu lado direito. Ele devia também pegar um tijolo e gravar nele um retrato de Jerusalém. "Põe contra ela um cerco, e edifica contra ela uma fortificação, e levanta contra ela uma tranqueira e põe contra ela arraiais, e põe-lhe aríetes em redor. Toma também uma sertã de ferro, e põe-na por muro de ferro entre ti e a cidade, e dirige para ela o teu rosto.. .Isto servirá de sinal à casa de Israel" (Ezequiel 4:2-3).
         As multidões se perguntavam se o profeta havia ficado louco! Lá estava ele, brincando de guerra! Soldados de brinquedo, instrumentos de batalha de brinquedo — todos tendo em mira a cidade. Que tipo de sinal era este?
         Depois Ezequiel raspou o cabelo e o repartiu em três partes: Um terço ele queimou; um terço ele feriu com uma espada, e um terço ele atirou ao vento.
         Deus estava dizendo: "Vocês não querem dar ouvidos às minhas profecias e às minhas advertências. Então olhem para esta ilustração, tão simples que uma criança pode entender. Aquelas armas de brinquedo representam um exército verdadeiro. Os cabelos divididos e destruídos falam do que vai acontecer às massas. A placa de ferro representa seus corações duros — os quais, como o ferro são inflexíveis e se colocam entre as advertências de meu profeta a vocês." Deus proveu um sinal para Jerusalém!
         Ainda noutra ocasião, o Senhor exemplificou de novo o juízo que vinha contra o povo. Quase com resignação, ele disse: "Bem pode ser que reparem nisso, ainda que eles sejam casa rebelde" (Ezequiel 12:3). Desta vez o Senhor instruiu a Ezequiel para ajuntar todos os seus pertences e na rua preparar-se para mudar — tornando-se um exilado. Ao entardecer, ele colocou a bagagem sobre os ombros e se dirigiu ao muro. Ele deveria abrir "à vista deles, um buraco na parede" (Ezequiel 12:5).
         Quando os espectadores perguntaram o que significavam as ações estranhas do profeta, Ezequiel respondeu: "Eu sou o vosso sinal. Assim como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão cativos para o exílio" (Ezequiel 12:11). Vemos, pois, que Deus enviou ao seu povo sinais de juízo, quando Ezequiel representava as coisas que viriam em breve.
         Jesus disse: "Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas" (Mateus 12:39). Isto foi dito aos escribas e fariseus que desejavam um sinal de Cristo que provasse sua divindade. Nenhum sinal, contudo, seria dado para validar sua divindade. O sinal dado a todos os homens foi a ressurreição; não há necessidade de nenhum outro sinal para provar sua divindade.
         Não obstante, Jesus convocou o povo para discernir os sinais dos tempos. "Sabeis interpretar a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?" (Mateus 16:3). Jesus também avisou: "Haverá grandes terremotos, fome e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes sinais do céu... Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra as nações ficarão angustiadas e perplexas" (Lucas 21:11, 25). "Farei aparecer prodígios em cima no céu, e sinais em baixo na terra" (Atos 2:19).


O crescente exército de mendigos é um dos sermões ilustrados do Senhor.
         Os pedintes são um grande e óbvio sinal do juízo vindouro. Mesmo que os governos os tirasse das ruas — encerrando-os em instituições — ainda assim outro exército maior surgiria dentro de poucos dias! E agora estamos vendo até mesmo bebês mendigos; crianças viciadas, vão chegando aos milhares! Ninguém ainda calculou adequadamente até que ponto se difundiu o uso do "crack". O governo norte-americano parece cego à realidade e ignorante de seus perigos. Há poucos anos não se ouvia falar da droga. Hoje ela está dominando milhões — dos cinco anos de idade para cima. Até mesmo gente importante agora anda pelas ruas como mendigos, destruídos pelo "crack" em poucos meses apenas.
         Nesta guerra não há necessidade de balas, tanques, armas de fogo, aviões ou bombas. Bastam vidrinhos — milhões deles — cheios de fragmentos de "crack": um sinal amedrontador do juízo de Deus!
         Deixe-me mostrar o que acontece quando uma nação se recusa a discernir os sinais dos tempos:
         No livro de Lamentações, todas as catástrofes que Jeremias profetizou já ocorreram. Jerusalém foi sitiada pelos saqueadores caldeus, resultando em fome e miséria e, por fim, a destruição de Jerusalém e do templo. Tudo aconteceu exatamente como os profetas haviam avisado, e o povo foi levado para o exílio.
         Jeremias registra toda esta horrorosa miséria — mas não se regozija de forma maldosa, dizendo: "Eu não lhes disse?" Não! Ele chora, lamenta, e clama a Deus para que tenha misericórdia do povo. Não obstante, Jeremias tem o dever de ser brusco: "O Senhor fez o que intentou, cumpriu a sua palavra, que decretou desde os dias da antigüidade. Derrubou, e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa" (Lamentações 2:17). Nem uma palavra das profecias de Deus falhou. E não há de falhar no que concerne à sua advertência aos povos ocidentais.
         Como se percebe, Jeremias dizia que as maldições que Deus decretara destinavam-se apenas ao povo que Moisés havia anteriormente prevenido em Deuteronômio: "O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará mais e mais, e tu cada vez mais descerás.. .Ele será por cabeça, e tu serás por cauda" (Deuteronômio 28:43,44). No cumprimento dessa mesma profecia, Jeremias disse: "Os seus adversários a dominaram; os seus inimigos prosperam. O Senhor a entristeceu, por causa da multidão dos seus pecados. Os seus filhos foram para o exílio, cativos na frente do adversário" (Lamentações 1:5).
         Você não tem de ser místico ou vidente para saber o que Deus está prestes a trazer sobre as nações ímpias — tudo está no capítulo 28 de Deuteronômio. As maldições que Moisés profetizou derrubaram Israel, e também derrubarão estas nações!


Um dos primeiros sinais do juízo: os jovens lançados nas ruas
         Quando o juízo vem sobre um povo, os jovens ficam esmagados (veja Lamentações 1:15). "As minhas virgens e os meus jovens foram levados para o exílio" (Lamentações 1:18): "Fora me desfilha a espada; dentro de mim há somente a morte" (Lamentações 1:20). E outra vez: "Meus filhos estão desolados, porque o inimigo prevaleceu" (Lamentações 1:16).
         Nos países chamados cristãos o inimigo tem prevalecido sobre nossos filhos mediante a peste das drogas. Como pode alguém dizer que toda essa gente que se deita nas ruas, tanto jovens como velhos, não têm significado profético para nós? Quão errados os que assim crêem! "Jazem em terra pelas ruas o moço e o velho" (Lamentações 2:21). O profeta está clamando: "Vejam o que está acontecendo aos nossos filhinhos!" Ele diz: "Levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas" (Lamentações 2:19).
         Jeremias vinculou esses juízos ocorridos no passado às pavorosas mudanças que vieram sobre a nação. Terrível decadência estabelecera-se e um desabamento moral ocorrera. O povo caíra de uma sociedade moral, reta, a incríveis profundezas de degradação. "Como se escureceu o ouro, como se mudou o ouro fino e bom! As pedras do santuário estão espalhadas pelas esquinas de todas as ruas!" (Lamentações 4:1).
         Aqui o profeta fala das mudanças ocorridas entre o povo, e da sociedade como instituição — bem como da decadência do santuário. Os filhos preciosos do povo, outrora moralmente puros como o ouro, agora jazem nos cruzamentos das ruas como cerâmica
quebrada.
         "Os que comiam iguarias delicadas desfalecem nas ruas. Os que se criaram entre escarlata abraçam os monturos" (Jeremias 4:5). O profeta chora por causa desses moços e moças perdidos nas ruas, andando como esqueletos com faces encovadas, definhando. "Mas agora escureceu-se o seu parecer mais do que a fuligem (imundícia); não são reconhecidos nas ruas. A sua pele se lhes pegou aos ossos; secou-se como um pau... vagueiam como cegos pelas ruas. Estão tão contaminados de sangue que ninguém ousa tocar nas suas roupas" (Lamentações 4:8,14). "Os nossos olhos desfaleceram, esperando em vão por socorro; das nossas torres olhamos para uma nação que não podia salvar. Espreitaram os nossos passos, de maneira que não podíamos andar pelas nossas ruas. Estava chegado o nosso fim" (Lamentações 4:17-18).
         À medida que se aproximava o fim da nação, o juízo se acelerava. A sociedade chegou a um ponto onde ninguém tinha soluções, e as mudanças aumentavam de forma rápida. As ruas se encheram de pobres esqueléticos, famintos — outrora juventude de boa moral e abastada — mas agora remexiam o lixo, procurando alimento. Esses mendigos desolados perseguiam o restante da sociedade, tornando as ruas inseguras demais para a gente andar. Não é esse o retrato de vários países hoje? Olhe de novo para os jovens mendigos. Que é que você vê? Vejo um sinal de Deus, advertindo-nos, pleiteando conosco para que anotemos: Esta imagem do mendigo é a nação perdida, enlouquecida pelas drogas, que está ficando insana, rejeitada pelas nações ricas que se elevaram a melhor posição que nós por drenarem nossa riqueza. Deus está dizendo: "Olhem para os mendigos! Olhem para seus rostos! Esse é o futuro do Ocidente se não houver arrependimento."
         O jornal New York Daily News publicou um desenho que retratava crianças de frente para a bandeira norte-americana, usando capacetes, escudos, e armadura completa. Elas prometiam: "Uma nação, sob cerco, sem defesa, com liberdade e drogas para todos. .."
         Como foi que isto aconteceu a esta nação outrora justa? Quem é o culpado por essa queda?
         E que dizer de tantas nações que temos conhecimento, onde menores abandonados rondam em bandos, viciados em "cola de sapateiro" ou outras drogas baratas. Crianças que na escola aprendem sobre "nova era" (o evangelho do Anticristo), que são abusadas por grupos que fazem culto a Satanás. Como puderam estas nações chegar a tal degradação?


Jeremias culpou os profetas e os pregadores pela queda de Israel.
         "Mas isto aconteceu por causa dos pecados dos profetas, e das maldades dos seus sacerdotes, que derramaram o sangue dos justos no meio dela" (Lamentações 4:13). Antes, Jeremias havia dito: "Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles, e o meu povo assim o deseja. Mas o que farei quando chegar o fim?" (Jeremias 5:31).
         Os pregadores vêm dizendo à igreja que "tudo está bem" porque eles estão "entregues à cobiça" (Provérbios 1:19). Pecaram por não pregarem a verdade, por não advertirem o povo — por colocarem os cristãos dormindo à beira do juízo!
         Um jovem partiu-me o coração quando orou em nossa reunião de oração de sexta-feira: "Querido Senhor, eu o mencionei, eu o reivindiquei, eu o emoldurei — mas quando a tempestade atacou minha vida, eu não estava preparado. Confissão positiva não funcionou, e eu fui deixado como náufrago. Meu pastor me havia mentido. Eu havia sido enganado!
         "Ó Deus, todos os meus amigos ainda estão naquela igreja, enganados e sem o saber. Eles a amam! Mas quando chegarem as tempestades, eles não têm raízes, não têm alicerce. Eles cairão."
         Os ministros de "paz e prosperidade" também zombaram de Jeremias. De duas maneiras eles minaram sua mensagem e suas profecias, dizendo, com efeito: "Há anos que ouvimos isto e nada aconteceu. Pelo contrário, estamos prosperando! As coisas ficaram melhores, não piores!" E, "Sim, pode acontecer — é provável que aconteça — mas isso está longe, algum dia no futuro."
         Ezequiel responde a estas desculpas: "Veio ainda a mim a palavra do Senhor: Filho do homem, que provérbio é este que vós tendes na terra de Israel: Passam-se os dias, e perece toda a visão? Portanto, dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Farei cessar este provérbio, e não se servirão mais dele em Israel. Dize-lhes: Estão próximos os dias em que toda visão será cumprida. Pois não haverá mais visão falsa, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de Israel. Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Não será retardada nenhuma das minhas palavras; a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor Deus" (Ezequiel 12:21-24, 28).
         Em outras palavras — o juízo de Deus está às portas!


As nações "cristãs" experimentarão um juízo muito pior do que o de Sodoma!
         "Maior é a maldade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma, que foi subvertida num momento, sem que mão nenhuma lhe ajudasse" (Lamentações 4:6).
         Farei uma declaração que pode irar alguns dos leitores — mas é verdadeira, baseada no que Deus diz aqui: CREIO QUE SE DEVEMOS SER JULGADOS, ENTÃO A COISA MAIS MISERICORDIOSA QUE DEUS PODERIA FAZER A ESTES PAÍSES É PERMITIR QUE SEJAM DESPEJADAS BOMBAS SOBRE ELES _ QUE NOS ELIMINE COMO ELE FEZ COM SODOMA, NUM INSTANTE!
         «Os mortos à espada são mais ditosos do que os mortos à fome; estes se esgotam como trespassados, por falta dos frutos dos campos. As mãos das mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos, que lhe serviram de alimento na destruição da filha do meu povo" (Lamentações 4:9-10).
         Muitas vezes falamos sobre Deus nos julgando como fez com Sodoma. Amados, esse juízo foi misericordioso em comparação com o que aconteceu a Jerusalém! Sodoma não teve fome, não teve mães comendo seus filhinhos, não teve mendigos esqueléticos comendo lixo — não teve geração de jovens morrendo lentamente, torturados pelo pecado, devastados pela doença. Jerusalém foi humilhada, passou fome, foi queimada, enfraquecida, atormentada, amarrada e aprisionada.
         O próprio Deus destruiu a Sodoma num instante, ao passo que Jerusalém foi entregue às mãos de homens ímpios. E o juízo das nações com um falso cristianismo está nas mãos de Satanás: "Ai dos que habitam na terra e no mar, porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta" (Apocalipse 12:12).
         A AIDS é ainda outro sinal para estes grandes centros — uma morte lenta, agonizante, que fala de nossa perda de imunidade, ou susceptibilidade a toda sorte de imundície. É apenas boato ou fato evidente que dentro de poucos anos os números que se multiplicam de pacientes de AIDS levarão à bancarrota o sistema hospitalar?
         Será apenas boato que as cadeias agora operam com capacidade de 200%, e que em breve não teremos mais espaço nos presídios? É apenas rumor que milhares de crianças estão sendo molestadas? Que homens selvagens, animalescos, estupram criancinhas, e oferecem-nas em sacrifício?
         Irão desaparecer o "crack" e as outras drogas baratas? Que dizer de uma criança de três anos de idade, no Brooklyn, que foi apanhada e usada como escudo durante uma recente guerra de drogas com tiroteio? — e foi morta com um tiro? Que dizer desses traficantes de drogas, de seis a dez anos de idade — incluindo um menino de uma escola de Nova York apanhado com 400 vidrinhos de "crack" em sacos de papel, todos destinados à venda? Como explicar guerras entre quadrilhas de favelas lideradas por traficantes?
         Podem esses fatos ser chamados apenas de pesadelo passageiro? Será que a turbulência causada por homicídios, estupros, roubos, pornografia, ganância, violência e perversão constituem apenas outro estágio da cultura ocidental pelo qual estamos passando?
         Nunca! Estamos agora presenciando a derrubada total de nossos portões e muros — uma eclosão do juízo divino sobre nações que têm entristecido a Deus.
         E o que dizer da igreja? Que dizer do remanescente santo, penitente? Que acontecerá ao povo de Deus quando o juízo vier em fúria total? Como sobreviverão os eleitos?
         Tenho buscado a Deus quanto a este assunto. Tenho-lhe perguntado: "Senhor, terei o que é necessário para suportar o sofrimento e a tribulação, com o medo pressionando de todos os lados? Sinto-me tão fraco. Não quero falhar como tantos o têm feito!"
         Sua resposta a mim foi: "David, você não vai ter o que é necessário — não agora! Mas quando a tribulação romper em fúria, você terá toda a graça e força de que necessita para atravessar a situação de maneira vitoriosa. Quando você precisar delas, eu suprirei!"
         Se na prosperidade você se humilha, arrepende-se e se volta para o Senhor com todo o coração — então nas horas de dificuldade você receberá porção dobrada da força de Deus. O Cristo que o chamou na prosperidade o ocultará nos tempos do juízo.


No juízo, o povo de Deus se regozijará na sua presença!
         Enquanto julga os maus, o próprio Senhor se torna nosso refúgio. "Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei" (Salmo 50:15). "Ele mesmo julgará o mundo com retidão; governará os povos com justiça. O Senhor é um alto refúgio para o oprimido, uma fortaleza em tempos de angústia. Em ti confiarão os que conhecem o teu nome, pois tu, ó Senhor, nunca desamparaste os que te buscam" (Salmo 9:8-10).
         Assim, que acontecerá se tivermos de ir para a cadeia? Um amado chinês, Pastor Gu, passou mais de vinte anos numa prisão comunista sem ter um livro ou a Bíblia — mas Jesus lhe aparecia todos os dias e lhe ensinava a Palavra! A cadeia foi o lugar onde o apóstolo Paulo escreveu suas epístolas!
         Que há de acontecer se perdermos nossos empregos, nosso dinheiro, nossas casas ou apartamentos? Então todos continuaremos no bem-estar do Espírito Santo e Jesus será nosso assistente social! Jesus disse: "Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu; não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, e contudo, o vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?" (Mateus 6:25-26).
         Viveremos como Israel viveu no deserto, de milagres e de maná. Deitaremos em paz, e nosso sono será suave. Seremos evangelistas como foram os doze e a igreja primitiva. Repartiremos o que possuímos com outros — e isso será glorioso!
         Durante 40 anos nosso Deus manteve centenas de milhares do seu povo no deserto. No período que durou esse espaço de tempo eles não tinham empregos, nem rendas, nem lojas, nem alamedas, nem carros, nem casas ou apartamentos, nem contas bancárias, nem roupas novas, nem ações, nem ar-condicionado, nem aquecedores, nem geladeiras ou freezers, nem fogões, nem eletricidade, nem refúgios nas montanhas, nem médicos, nem hospitais, nem remédios.
         Eles viviam cercados por serpentes, animais selvagens e inimigos ferozes, continuamente sujeitos a calor e frio extremos, e carência de água — e tudo o que tinham para abrigo eram frágeis tendas!
         Não obstante, Deus os carregou em seus braços como bebezinhos. Moisés disse: "O Senhor teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos. Ele sabe que andas por este grande deserto. Estes quarenta anos o Senhor teu Deus esteve contigo, e coisa nenhuma te faltou" (Deuteronômio 2:7). E quanto a nossos filhos, ele prometeu: "Mas os vossos filhos, dos quais dizeis que seriam levados como presa, eu os introduzirei nela, e eles conhecerão a terra que desprezastes" (Números 14:31).

Ele é o mesmo hoje como foi então - um Deus fiel!

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