Os eventos que
sucederão ao Arrebatamento
1)
Tribunal de Cristo
Logo depois do
arrebatamento da Igreja por Jesus Cristo, e antes da entrada nas Bodas do Cordeiro,
haverá um julgamento, não para salvação, mas para prestação de contas, como na
parábola do dos talentos (Mateus 25: 14 - 30). Esse momento será de avaliação
das obras realizadas por meio do Corpo de Cristo (a Igreja) em prol do
evangelho. O apóstolo Paulo fala disso em vários de seus ensinos, mas
especificamente em três referências exclusivas:
a)
“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu,
por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus”
(Romanos 14: 10);
b) “Porque importa que todos nós compareçamos
perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal
que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5: 10).
c)
“manifesta se tornará
a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo
fogo; e qual a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra
de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de
alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como
que através do fogo”
(1 Coríntios 3: 13-15).
Esse julgamento é
chamado de “Tribunal de Cristo”, e ali cada um será galardoado ou não, de
acordo com o que fez. Cada crente está construindo sobre o fundamento, o qual é
Cristo Jesus, durante sua vida e serviço. Ele deve comparecer diante do
tribunal de Cristo para que suas obras sejam provadas como base para a
recompensa. Tudo será julgado: nossas palavras, nossos atos, nossos motivos,
nossas atitudes, nosso caráter, nossos sofrimentos, o uso dos dons espirituais,
a administração dos bens materiais e do dinheiro (Mateus 5: 22; 12: 36-37;
Marcos 4: 22; Romanos 2: 5-11,16; 1 Coríntios 3: 13; 4: 5; 13: 3; Efésios 6: 8). Foi por este motivo que o apóstolo
Paulo advertiu a Igreja de Corinto dizendo: “... Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro
fundamento, além do já está posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que
edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno,
palha, manifesta se tornará a obra de cada um ...” (1 Coríntios 3:10b-12a).
Se aquilo que tiver
sido edificado sobre o fundamento de Cristo Jesus for inútil (se queimar), a
pessoa será salva, porque a salvação é pela fé e não pelas obras, mas as suas
obras não lhe concederão recompensas ou coroas. O contrário também é
verdadeiro: se o edifício for “bom”, receberá galardão. Fica transparente que
haverá uma avaliação do que fizemos e não fizemos, mas isso não indica que será
um momento de temor, mas de confiança; mais ninguém estará ali presente a não
ser os salvos.
2)
A coroação dos
arrebatados
As recompensas que os
fieis receberão são chamadas de coroas, sendo de cinco espécies:
a) Coroa da glória: (1 Pedro 5: 4).
b) Coroa incorruptível: (1 Coríntios 9:
25).
c) Coroa de alegria: (1 Tessalonicenses 2:
19-20)
d) Coroa da justiça: (2 Timóteo 4: 8).
e) Coroa da vida: (Tiago1: 12; Apocalipse
2: 10).
Tanto o termo
“tribunal” (bema), significando
“plataforma do orador, uma plataforma elevada ao ar livre”, quanto a “coroa”, (stephanos) eram termos bem conhecidos
entre os coríntios. Ambos eram empregados nos jogos olímpicos, quando o juiz
recebia em uma plataforma o vencedor da disputa atlética e lhe entregava como
recompensa uma coroa de honra. Usando esta figura, o apóstolo Paulo declarou que
os vencedores na fé também receberão suas coroas como recompensa de sua vida
piedosa.
3)
As Bodas do Cordeiro
Muitos trechos do
Novo Testamento revelam a relação entre o Messias e a Igreja pelo uso de
figuras do noivo e da noiva (João 3: 29; Romanos. 7: 4; 2 Coríntios 11: 2;
Efésios 5: 25-33; Apocalipse 19: 7-8; 21: 9; 22: 17). Quando falamos sobre o
arrebatamento, estamos falando acerca do Noivo que vem a busca da sua Noiva,
para que o relacionamento que foi prometido e selado na cruz seja totalmente
consumado e os dois vivam para sempre juntos.
a)
O momento das bodas: através das
Escrituras podemos afirmar que ocorrerá entre o arrebatamento e a segunda vinda
(visível) de Cristo. Muitos estudiosos acreditam que ocorrerá depois do
tribunal de Cristo. A expressão encontrada em Apocalipse 19: 7 “são chegadas as
Bodas do Cordeiro”, no grego está no “aoristo”
(elthen= “chegadas”), indicando assim
ato concluído ou consumado.
b)
O local das bodas: só pode ser no céu
porque a igreja será arrebatada, e antes do arrebatamento não temos nenhum
relato da consumação das bodas. E visto que, quando o Senhor retornar, a Igreja
virá nos ares (Apocalipse 19: 14), só podemos concluir que as bodas devem
ocorrer no céu. Além do mais, nenhum outro lugar seria adequado a um povo celestial
(Filipenses 3: 20).
c)
Os participantes das
bodas: Cristo
e a sua Igreja.
Existem algumas divergências quanto a esta
questão, alguns estudiosos dizem que os santos do Antigo Testamento não
participarão alegando que eles ainda não terão sido ressuscitados até a este
momento (Daniel 12: 1 – 3; Isaías 26: 19 – 21).
Um outro grupo de estudiosos, no entanto,
defende que a Igreja arrebatada será composta pelos santos da Antiga Aliança e
pelos crentes da Nova Aliança.
Alguns estudiosos, ainda, preferem diferenciar
as bodas do cordeiro da ceia do casamento. Segundo esta linha de raciocínio, as
bodas do cordeiro referem-se somente a Cristo e a Igreja, e ocorrerá no céu.
Enquanto que a Ceia de casamento inclui Israel e ocorrerá na terra. Estes se
apóiam nos seguintes textos: Mateus 22: 1-14; Lucas 14: 16-24; Mateus 25: 1-13,
considerando a ceia de casamento uma parábola de todo o período do milênio para
a qual Israel será convidado.
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