segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Os eventos que sucederão ao Arrebatamento


    Os eventos que sucederão ao Arrebatamento

1)     Tribunal de Cristo

Logo depois do arrebatamento da Igreja por Jesus Cristo, e antes da entrada nas Bodas do Cordeiro, haverá um julgamento, não para salvação, mas para prestação de contas, como na parábola do dos talentos (Mateus 25: 14 - 30). Esse momento será de avaliação das obras realizadas por meio do Corpo de Cristo (a Igreja) em prol do evangelho. O apóstolo Paulo fala disso em vários de seus ensinos, mas especificamente em três referências exclusivas:

a)  “Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus” (Romanos 14: 10);

b) “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5: 10).

c)  “manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo” (1 Coríntios 3: 13-15).

Esse julgamento é chamado de “Tribunal de Cristo”, e ali cada um será galardoado ou não, de acordo com o que fez. Cada crente está construindo sobre o fundamento, o qual é Cristo Jesus, durante sua vida e serviço. Ele deve comparecer diante do tribunal de Cristo para que suas obras sejam provadas como base para a recompensa. Tudo será julgado: nossas palavras, nossos atos, nossos motivos, nossas atitudes, nosso caráter, nossos sofrimentos, o uso dos dons espirituais, a administração dos bens materiais e do dinheiro (Mateus 5: 22; 12: 36-37; Marcos 4: 22; Romanos 2: 5-11,16; 1 Coríntios 3: 13; 4: 5; 13: 3; Efésios  6: 8). Foi por este motivo que o apóstolo Paulo advertiu a Igreja de Corinto dizendo: “... Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do já está posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um ...” (1 Coríntios 3:10b-12a).

Se aquilo que tiver sido edificado sobre o fundamento de Cristo Jesus for inútil (se queimar), a pessoa será salva, porque a salvação é pela fé e não pelas obras, mas as suas obras não lhe concederão recompensas ou coroas. O contrário também é verdadeiro: se o edifício for “bom”, receberá galardão. Fica transparente que haverá uma avaliação do que fizemos e não fizemos, mas isso não indica que será um momento de temor, mas de confiança; mais ninguém estará ali presente a não ser os salvos.

2)     A coroação dos arrebatados
As recompensas que os fieis receberão são chamadas de coroas, sendo de cinco espécies:
a) Coroa da glória: (1 Pedro 5: 4).
b) Coroa incorruptível: (1 Coríntios 9: 25).
c)  Coroa de alegria: (1 Tessalonicenses 2: 19-20)
d) Coroa da justiça: (2 Timóteo 4: 8).
e) Coroa da vida: (Tiago1: 12; Apocalipse 2: 10).

Tanto o termo “tribunal” (bema), significando “plataforma do orador, uma plataforma elevada ao ar livre”, quanto a “coroa”, (stephanos) eram termos bem conhecidos entre os coríntios. Ambos eram empregados nos jogos olímpicos, quando o juiz recebia em uma plataforma o vencedor da disputa atlética e lhe entregava como recompensa uma coroa de honra. Usando esta figura, o apóstolo Paulo declarou que os vencedores na fé também receberão suas coroas como recompensa de sua vida piedosa.

3)     As Bodas do Cordeiro
Muitos trechos do Novo Testamento revelam a relação entre o Messias e a Igreja pelo uso de figuras do noivo e da noiva (João 3: 29; Romanos. 7: 4; 2 Coríntios 11: 2; Efésios 5: 25-33; Apocalipse 19: 7-8; 21: 9; 22: 17). Quando falamos sobre o arrebatamento, estamos falando acerca do Noivo que vem a busca da sua Noiva, para que o relacionamento que foi prometido e selado na cruz seja totalmente consumado e os dois vivam para sempre juntos.

a)  O momento das bodas: através das Escrituras podemos afirmar que ocorrerá entre o arrebatamento e a segunda vinda (visível) de Cristo. Muitos estudiosos acreditam que ocorrerá depois do tribunal de Cristo. A expressão encontrada em Apocalipse 19: 7 “são chegadas as Bodas do Cordeiro”, no grego está no “aoristo” (elthen= “chegadas”), indicando assim ato concluído ou consumado.

b)  O local das bodas: só pode ser no céu porque a igreja será arrebatada, e antes do arrebatamento não temos nenhum relato da consumação das bodas. E visto que, quando o Senhor retornar, a Igreja virá nos ares (Apocalipse 19: 14), só podemos concluir que as bodas devem ocorrer no céu. Além do mais, nenhum outro lugar seria adequado a um povo celestial (Filipenses 3: 20).

c)  Os participantes das bodas: Cristo e a sua Igreja.
Existem algumas divergências quanto a esta questão, alguns estudiosos dizem que os santos do Antigo Testamento não participarão alegando que eles ainda não terão sido ressuscitados até a este momento (Daniel 12: 1 – 3; Isaías 26: 19 – 21).

Um outro grupo de estudiosos, no entanto, defende que a Igreja arrebatada será composta pelos santos da Antiga Aliança e pelos crentes da Nova Aliança.

Alguns estudiosos, ainda, preferem diferenciar as bodas do cordeiro da ceia do casamento. Segundo esta linha de raciocínio, as bodas do cordeiro referem-se somente a Cristo e a Igreja, e ocorrerá no céu. Enquanto que a Ceia de casamento inclui Israel e ocorrerá na terra. Estes se apóiam nos seguintes textos: Mateus 22: 1-14; Lucas 14: 16-24; Mateus 25: 1-13, considerando a ceia de casamento uma parábola de todo o período do milênio para a qual Israel será convidado.

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